Gabriel Freitas

Ecleticamente boêmio e desesperadamente romântico. Cada pé na bunda rende mil cervejas e alguns poemas.

  • Venha

    Pode vireu esperoeu esperei um anonão tem problema Ninguém venceo cara pacienteportanto venhasem pressa A primavera está só começandoe o campofica duas horas e meia daqui Eu vivoo domésticovinte minutos do aeroportoe prontotodas as cores Portanto venhamas venha antesda primavera acabar  Pois diferente de vocêelas perdem seu brilhodepois de maio E até lá, já estou de volta Então […]

  • Café com mel

    Ela tinha cabelos escurose seu sorriso pareciauma porta paraos meus sonhos Sua pelebronzeadame lembrava quando eu adoçava café com mel Seus olhospareciam duas jabuticabasdoces comoeu nunca tinha visto Quando conversávamoseu podia sentirseu bom humor Não podia deixar de pensarcomo ela ficaria lindaem uma PolaroidSX-70 Minha tristezavem do fatode que não lembro de sua voz Espero que ainda tenha […]

  • Término

    As plantas estão a morreros casacos que deixou para tráscontinuam aqui no meu armário Não a vejo faz duas semanase não nos falamos fazem três dias Ela passa por coisasque eu nunca vou imaginartalvez nunca entender E por isso se esvaiucomo quando a água seca epara de pingar em um dia quente Era esperadomas não torna […]

  • À francesa

    Algum tempo atrás nos reunimos e decidimos dar uma festa. Uma amiga, outro amigo e eu. Eu não sou muito festeiro, e confesso até que meu pecado talvez seja ser um tanto caseiro demais, mas a oportunidade bateu na porta e aproveitamos. A verdade é que o evento estava um pouco parado, menos com cara […]

  • O-House

    Já se passaram quaseseis meses aqui,eu conheci pessoas boaseu chorei, eu ri Eu tive dias incríveise  estressantesque eu ameie odiei Me senti só,Sentia falta dos meus,que ficaram na minha cidade Tomei algumas cervejaspara esquecer Mas uma coisa que me faz muita falta É aquele prédio, Ohouse Minha primeira casa nesta cidadeque me fez feliz no primeiro […]

  • Oitenta anos

    Oitenta anos Oitenta anos, é issose der muita sorteverá oitenta verõesoitenta nataisoitenta fins de ano Oitenta anosoito décadasquatro partesde vinte anos Minha primeira parte já se passoue estou na metade da minha segundaPisquei duas vezes,estarei entrando na terceira E aí só faltará mais umase eu tiver sorte, é claro Oitenta anosMuito tempo? Pouco tempo?Claramente não parecesuficiente pra […]

  • Reminiscência

    Seu cheiro doceOs fios de cabelo espontaneamenteespalhados pelo meu lençolO sorriso que você davaAo acordar ou aoReceber uma cerveja gelada Os seus olhosQue mesmo silenciososPodiam contar a história De todo o universo A sua peleCoberta apenas por algumaCamiseta minha e uma calcinhaque não cobria a sua bunda Ah, a sua bunda Como eu poderia esquecer  Os […]